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ou Kiko, se preferir. o circo Stankovitch estava na cidade [último dia neste domingo] e vem anunciando sua presença com um método antigo, um tanto irritante e meio estranho hoje: um avião com alto-falante que espalha a programação pelos céus da cidade - e muita gente acreditava ser um carro de som.
nos últimos dias descobriram que Carlos Vilagran, o Kiko do Chaves, estava se apresentando no Stankovitch e costumava viajar com ele. e muita gente, eu incluso, se animou a ver o espetáculo - apesar de usarem animais maltratados. eu queria tentar tirar uma foto com o Vilagran, que tanto animou minha infância e adolescência.
ainda bem que acabamos não indo, porque acontece que esse não é Vilagran, e sim Roberto Vasques, dono de um restaurante em Itajaí-SC, que vem se passando por Kiko no circo, e diz ter sido criador do personagem.

acontece que Vilagran vive na Argentina, onde pode usar o personagem Kiko porque naquele país Roberto Gomes Bolaños - o Chaves - não tem direitos sobre o personagem.


bônus: a inspiração do Kiko acredito que veio do Jerry Lewis como o falso MENINÃO e como o garoto mimado Harvey:
entrevista com o Vilagran;
alguém precisa chamar ele pra fazer um filme moderno, e todos os outros atores do Chaves, como Edgar Vivar [Seu Barriga] que apareceu no recente terror espanhol O ORFANATO:
são paulo me faz sentir graduado, no trabalho pra valer depois do estágio. santos era o estudo, a faculdade - lá a gente é meio noob. aqui você toma na cara e por isso muito santista vem pra cá e volta se achando pra ilha do perigo. hoje eu vi mais uma vez, como sempre, parte da noite da região da augusta pelo vidro de um carro, e tudo me pareceu bem atraente de novo. eu vejo a noite da cidade assim há muitos anos, de certa forma não é nada de novo. mas me consome uma sensação péssima de estar 10 anos atrasado na minha vida em relação a tudo. onde eu estava, e o que eu fiz nesse tempo todo? em que porta dimensional errada eu entrei pra sair desse lado e sentir que perdi vários bondes? o pior é que eu sabia que isso podia acontecer e assumi o risco. não estou deslumbrado com isso aqui, até porque sinto que é uma espécie de segunda estadia pra mim e pelo visto acho que minha rejeição por essa megalópole não vai ser desfeita com facilidade - o caiçarismo é uma doença mental forte. de qualquer forma tenho de correr atrás de muita coisa pra compensar esse tempo em que aprendi, mas que foi meio perdido. o primeiro passo é tirar essa barba maldita de rip van winkle [nem está tão grande assim, mal fez 5 dias, mas coça e pinica demais só pra me lembrar que dormi no ponto]. não subo mais a serra sem uma gilete.
acessando da rede wireless na casa da Flávia, finalmente configurada pelo Beto para nossa comodidade. estou achando MegaCity One assim, meio…

não é edição de férias, porque essas já foram. a Flávia e eu demos um tempo na festa pra repensar como ela é feita e renovar a marca que a gente foi construindo em 5 anos. a gente acha que pode oferecer condições melhores pra quem freqüenta, e ter a gente também condições melhores pra fazer o evento. Santos também é uma cidade de médio porte mas que às vezes tem uma mentalidade de interiorrr, no mal sentido da coisa - no lado jeca mesmo e não vou explicar aqui.
eu explicaria se a festa tivesse sido cancelada de vez. teria até noite de despedida. mas não acabou, só demos um tempo - fazemos a festa invariavelmente todo mês desde o começo de 2003 - e na verdade queremos voltar com ela o quanto antes [não vão ser aquelas férias de banda que nunca voltam, ou do palhaço Carequinha, que me lembro nunca ter voltado na Rede Manchete].
a gente logo logo tá aê em Santos de novo, até porque a Pops virou refúgio de quem curte certos tipos de som e de ver certos tipos de pessoas que de outra forma não têm onde sair à noite pra dançar, conversar e conhecer gente nova. nós precisamos de verdade arrumar um patrocínio grande - ou vários médios, mas prefiro um grande - pra fazer a noite do jeito ideal. porque tem horas em que quase parece caridade e não é pra ser assim.
outra idéia, independente da volta, é levar a festa pra São Paulo. a gente sempre quis fazer e muita gente pede. é um desafio diferente [criar o maldito “diferencial”, apesar que nossa discotecagem meio esquizofrênica, “de festa” (diferente de dj set “de balada”), eu conheço pouca gente que faz parecido], e a bem da verdade eu tenho mais fé de a coisa rolar melhor em Sampa apesar da saturação de baladas alternativas por lá. porque é uma cidade mais aberta a isso e que oferece no geral tanto mais condições como mais demanda.
vamos ver. isso não é um “tchau” amargo, é um “até logo” esperançoso. mais notícias em breve. parar a gente não vai, olha só: amanhã mesmo [terça] já tem set da Flávia na festa Rockload do Stúdio SP, com shows do NRK e do Bo$$ in Drama.
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